EFA-774 “Os Ophiotídeos”
- 22 de fev.
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Atualizado: 24 de fev.

Classificação de Ameaça: Nível 7: Extrema
Primeira Ocorrência Registrada: Plataforma de extração petrolífera abandonada no Mar de Nova Arcádia, 19██. Origem Suposta: Manifestaram-se através de fenda oceânica profunda, próxima a falha geológica submersa monitorada pelo Departamento. Descrição Geral: Os Ophiotídeos são criaturas serpentiformes que variam de 1 a 2,5 metros de comprimento, corpo escamoso viscoso e segmentado, cabeça dominada por um único olho amarelado de pupila vertical e uma boca equipada com dentes extremamente afiados. Da região cefálica, projetam-se apêndices tentaculares flexíveis, usados tanto para captura quanto para invasão direta de presas. Apesar de sua morfologia indicar uma adaptação aquática (com membranas e grande resistência a pressões profundas), foram registrados indivíduos sobrevivendo em ambientes terrestres frios e úmidos, movendo-se com rapidez surpreendente.
Propriedades Anômalas: Parasitismo Forçado: O Ophiotídeo adentra o corpo da vítima através da boca (caso consiga abrir a mandíbula da presa), ou em situações extremas, pelo ânus. O processo é violento e letal para a maioria dos hospedeiros, mas alguns sobrevivem longos períodos como “carcaças funcionais”. Controle Neural: os apêndices se conectam ao cérebro da vítima, assumindo gradualmente o controle motor. A vítima perde sua autonomia em poucas horas, tornando-se uma espécie de zumbi orgânico sob o comando do parasita. Consumo Interno: o corpo da vítima é lentamente consumido por dentro — órgãos internos são devorados, substituídos por tecidos viscosos e tentaculares do parasita. O processo mantém a carcaça funcional até o esgotamento. Gestação Interna: os Ophiotídeos depositam ovos gelatinosos na cavidade abdominal ou torácica da vítima. Após a eclosão, novos espécimes dilaceram o corpo hospedeiro para escapar. Mutação Aberrante: em raras ocasiões, múltiplos Ophiotídeos ocupam um único corpo, fundindo-se e remodelando a anatomia da vítima em formas grotescas e tentaculares, criando instâncias “colmeia” mais resistentes e agressivas. Instinto Natural: não demonstram ódio ou crueldade — apenas seguem o ciclo biológico de infestação, propagação e abandono do corpo hospedeiro. Contenção: Zona Primária de Risco: Plataforma petrolífera abandonada em Nova Arcádia foi isolada, declarada área de contaminação química. Neutralização Local: qualquer corpo humano encontrado na região deve ser incinerado sem análise externa, para evitar eclosão secundária. Caça Submarina: patrulhas da Divisão Náutica utilizam sonar modificado e granadas sónicas para dispersar cardumes. Contenção Individual: espécimes capturados vivos são mantidos em tanques criogênicos reforçados; estudos prolongados são restritos e altamente controlados. Protocolo de Infecção: civis contaminados são considerados perdidos. Qualquer sinal de apêndices ou mutações corporais internas exige eliminação imediata.
Notas Adicionais:
Primeiros registros envolveram três trabalhadores da plataforma que desapareceram. Quando localizados, seus corpos estavam em avançado estado de parasitismo, apresentando tentáculos emergindo das costelas e abdômen.
Durante uma operação de contenção, um agente da Divisão Náutica foi parasitado em campo. Em menos de 6 horas, relatou perda de fala, espasmos involuntários e alucinações auditivas, antes de ser eliminado por seus companheiros.
Testes sugerem que os Ophiotídeos conseguem detectar medos humanos por vibrações sutis no corpo, atraindo-se instintivamente para presas mais fragilizadas emocionalmente.
Em laboratório, ovos incubados em cadáver humano e animal mostraram taxa de eclosão de 92%.



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