top of page

RCA-319 - "O Sorriso Carmesim"

  • 12 de mar.
  • 3 min de leitura

Classificação de Ameaça: Nível 5: Alta


Descrição Geral:


RCA-319 é uma pintura a óleo sobre tela de grandes dimensões (2.5m x 1.5m), criada no final do século ████ pelo notório artista de ████, Alistair Von Krolock. A obra, intitulada "O Sorriso Carmesim", retrata uma figura humanoide sombria emergindo de uma névoa vermelho-sangue, com um sorriso largo e malévolo como seu único traço facial claramente visível.


A anomalia foi recuperada pelo Departamento do Museu Nacional de Artes Proibidas de Valdrith, após relatos de fenômenos inexplicáveis na ala isolada onde a obra era exibida. RCA-319 é a âncora para uma entidade ou força anômala que exerce uma influência corruptora sobre seu ambiente e sobre observadores biológicos, primariamente através da manipulação de sangue e da percepção psicológica.


Comportamento da Anomalia: 


RCA-319 é um catalisador passivo para uma série de eventos anômalos. A entidade retratada na pintura exibe micro-movimentos sutis, como piscar ou mudar levemente de postura, que são difíceis de confirmar e muitas vezes atribuídos à paranoia do observador. Ocasionalmente, a figura desaparece completamente da tela por períodos que variam de minutos a horas, antes de reaparecer.


O principal comportamento da anomalia é a projeção de um "Campo de Ressonância Hemática" em um raio de aproximadamente 30 metros. Dentro deste campo, ocorrem os seguintes fenômenos:


  • Manifestação Sanguínea: Sangue humano (Tipo O-, sem DNA rastreável) começa a vazar de fissuras, rachaduras e orifícios nas superfícies do ambiente.


  • Transmutação Hídrica: Qualquer volume de água no raio de efeito (torneiras, copos, sistemas de encanamento) pode se transformar espontânea e temporariamente em sangue.


  • Exsudação da Tela: A própria pintura "sue" ou vaza uma substância idêntica ao sangue manifestado, que escorre pela moldura.


Fraquezas:


A destruição da tela é teoricamente possível, mas as consequências são desconhecidas. A hipótese de que a destruição do artefato poderia libertar a entidade de forma descontrolada torna esta opção um último recurso. A contenção atual se baseia em isolar e suprimir a sua área de efeito.


Isolamento Visual: A ausência de observadores diretos parece diminuir a intensidade dos efeitos mais perigosos, especialmente a manipulação biológica.


Blindagem de Radiação Anômala: Células de contenção revestidas com ligas de chumbo e irídio demonstram ser eficazes em conter a expansão do Campo de Ressonância Hemática.


Comportamentos e Efeitos: 


A exposição ao Campo de Ressonância Hemática de RCA-319 tem efeitos cumulativos e graves em seres humanos:


Estágio 1 (0-1 hora de exposição): Os indivíduos relatam sentimentos de desconforto, paranoia e a sensação de estarem sendo observados. Dores de cabeça leves são comuns.


Estágio 2 (1-4 horas de exposição): A pressão arterial da vítima aumenta drasticamente. Ocorrem hemorragias nasais espontâneas e o aparecimento de hematomas (equimoses) pelo corpo.


Estágio 3 (4-8 horas de exposição): O sangue da vítima começa a perder sua capacidade de coagulação. O indivíduo sofre de enxaquecas severas e desorientação.


Estágio 4 (8+ horas de exposição): Ocorre uma falência sistêmica devido a hemorragias internas massivas e incontroláveis, levando à morte.


Status de Contenção:


Contido. RCA-319 foi removido com sucesso do museu de Valdrith e está atualmente abrigado na Instalação C-03-B, um Centro de Contenção Crítica.


A anomalia está selada em uma câmara de contenção hermética, com revestimento triplo de chumbo-irídio. Para gerenciar as constantes manifestações hemáticas, a câmara opera com um ciclo de limpeza automatizado a cada 12 horas. Aspersores liberam uma solução esterilizante cáustica que lava o ambiente, e o fluido residual é subsequentemente coletado, processado e incinerado por um sistema de drenagem de ciclo fechado. A limpeza manual é considerada um procedimento de emergência, exigindo autorização de Nível 4 e o uso de trajes de proteção biológica completos.


Nenhum funcionário está autorizado a ter contato visual direto com a pintura; toda a monitorização é realizada por sensores térmicos e de pressão. A entrada na câmara de contenção externa requer trajes de proteção biológica de Nível 4.


Notas Adicionais:


Sobre o Criador: Investigações do SAKO sobre a vida de Alistair Von Krolock revelam seu profundo envolvimento com cultos arcanos que praticavam rituais de sangue. Von Krolock desapareceu sem deixar vestígios logo após a conclusão de "O Sorriso Carmesim". A teoria dominante é que ele não pintou uma entidade, mas sim usou a tela como um portal ou uma prisão para ela, possivelmente se tornando sua primeira vítima no processo.


Teoria da "Entidade Faminta": A Dra. Aris Thorne, do SBA, postula que a entidade ligada a RCA-319 é um parasita dimensional que se alimenta da energia vital contida no sangue. Quando a figura desaparece da tela, acredita-se que ela recua para sua dimensão nativa para "digerir" a energia que coletou.


Relatório da Equipe de Recuperação Alfa: "'A ala do museu estava fria. O cheiro de ferro era avassalador. O curador-chefe estava morto em sua cadeira, sangrando pelos olhos. Quando chegamos à sala da pintura, a água do sistema de sprinklers de incêndio tinha virado sangue e chovia do teto. Tivemos que cobrir a maldita coisa para conseguir chegar perto. Parecia que o sorriso ficava maior quanto mais nos aproximávamos.'"


Comentários


 

© 2026 by Departamento Anômalo. Powered and secured by Wix 

 

bottom of page